Contada por um amigo, na época diretor de jornalismo da TV Bandeirantes no Rio de Janeiro.
O Carnaval estava próximo. A emissora queria caras novas para fazer a cobertura dos desfiles, bailes e festas mais concorridas da cidade. Trouxe Cristina Prochaska, uma bela e talentosa atriz paulista, pouco conhecida pelo público e pela equipe carioca. Se não me engano, ela foi escalada para fazer entrevistas num daqueles bailes que lembravam Sodoma e Gomorra nos seus tempos áureos: ou era o “Noite de Bagdá”, no Clube Monte Líbano, ou o “Vermelho e Preto”,no Flamengo.
Bem, estava lá a Cristina entrevistando alguém mais ou menos conhecido, que não lembro quem era, quando uma loura completamente nua adentra a cena, abraçando-se ao entrevistado. Apesar do escracho que eram os bailes e, em conseqüência, as transmissões,
o diretor de tv orientou o camera man que fechasse o plano na Prochaska. Provavelmente deliciado, o câmera cumpriu a ordem rapidinho.Eu disse para fechar na Prochaska, seu imbecil! – berrou, apoplético, o diretor de imagens. Sem entender bem a razão da irritação do chefe, o câmera mandou um zoom in até encher as telinhas dos nossos aparelhos de tv com um superclose dos pêlos pubianos da loura. Por sinal, falsa.
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